O preço do seu produto está incorreto?

Bom, hoje quero falar sobre um assunto que deixa qualquer empreendedor ou empreendedora de cabelos em pé:

A PRECIFICAÇÃO!

Esse assunto é uma das maiores dificuldades do ramo empresarial.

Como definir seu preço de forma assertiva de uma forma que te trará bons resultados?

Então,

Enxugue esse suor, pegue seu café, acomode-se na cadeira, prepare-se para anotar e para desenvolver uma boa metodologia de precificação!

Precificar é uma arte!

É necessário sempre estar atento ao Preço do MercadoPercepção de Valor / Valor Agregado e Preço Sustentável, e isso não é nada fácil!!

E, afim de te guiar por um caminho mais concreto,  aprofundaremos no conceito de “Preço Sustentável”.

Por quanto é necessário vender seus produtos para que você consiga bancar todos seus custos e despesas? E ainda sim obter a margem de lucro esperada no seu negócio?

Vamos discutir uma metodologia muito utilizada para responder essa pergunta: o Markup!

Markup:

O Markup consiste em um multiplicador aplicado sobre o custo e/ou serviço prestado. Ele irá te possibilitar desenvolver um preço de venda necessário para sustentar as operações e retornar o lucro desejado para os sócios, afinal, o objetivo da empresa é gerar valor.

Essa é a fórmula:

Markup = 1 / (1 – (% Despesa + % Impostos + % Lucro))

Onde:

  • % Despesa – É o peso da despesa, o quanto ela impacta na Receita;
  • % Impostos – É o quanto os impostos impactam na Receita;
  • % Lucro – É a margem de lucro esperada;

Bom, vamos exemplificar para facilitar o entendimento!

Para uma boa análise precisamos olhar para um período base grande. Visto que, um curto período pode enviesar o indicador, recomendo que seja utilizado os últimos 12 meses.

magine uma empresa que no último ano apresentou os seguintes números:

Receita = R$700.000,00, Despesa = R$220.000,00, Impostos = R$150.000

Dado esses valores temos que o peso da despesa é 31,42% e o peso dos impostos é 21,42%. Sabemos também que no setor que essa empresa atua, é esperado 20% de Lucro. Pronto, já temos as informações necessárias para esse método de precificação, vamos aos cálculos:

Markup = 1 / (1 – (0,3142 + 0,2142 + 0,20)) = 3,68

Como dito no início, o Markup é um multiplicador. Por isso, para obtermos o preço de venda, vamos multiplicar o Markup pelo Custo.

Suponhamos que essa empresa quer precificar uma mercadoria que custou R$250,00.

Então temos: R$250,00 x 3,68 = R$921,05

Esse deve ser o preço de venda para que a empresa consiga bancar toda sua operação e ainda sim obter 20% de lucratividade.

Quanto mais otimizada suas operações compras, ou seja, quanto menor o peso da despesa, e o custo, maior poderá ser a lucratividade esperada. Sem que esse aumento da lucratividade torne o preço não condizente com o mercado.

Viu só?

A metodologia, com um linguajar técnico pode parecer um pouco complicada de cara.

Mas, colocando-a em jogo no seu dia-a-dia, ela se torna rotineira!

A precificação é a alma do seu sucesso em vendas e do seu Lucro!

Não perca mais tempo!

Mãos à obra!

O sucesso te aguarda!

Grande abraço!

Você conhece essa técnica?

Bem, como de costume, vamos a um texto direcionado especialmente a você e ao sucesso de sua empresa!

Você se lembra dos e-mails das semanas anteriores?

Falamos sobre a análise de dados para as decisões, sobre o planejamento e sobre a execução.

Hoje, falaremos sobre um método gerencial para a melhoria de seus processos: O PDCA.

PDCA engloba exatamente os pontos que havíamos discutido. Ele engloba toda a relação entre planejar, analisar e executar. Tudo isso, pretendendo a otimização de cada ação de sua empresa.

Entenderemos juntos essa metodologia e como aplicá-la!

Vamos lá!

PDCA:

Como você já deve ter percebido, o PDCA é uma sigla. E essa sigla é o segredo para todo o desenvolvimento dessa técnica!

P (plan: planejar): seleção de um processo, atividade ou máquina que necessite de melhoria e elaboração de medidas claras e executáveis, sempre voltadas para obtenção dos novos resultados esperados;

D (do: fazer): implementação do plano elaborado e acompanhamento de seu progresso;

C (check: verificar): análise dos resultados obtidos com a execução do plano e, se necessário, reavaliação de todo o plano;

A (act: agir): caso tenha obtido sucesso, o novo processo é documentado e se transforma em um novo padrão.

Visualmente, conseguimos ter um melhor entendimento do ciclo:

É de fato um CICLO!

Com a mentalidade de PDCA, você planeja uma meta a ser alcançada e  desenvolve um plano de ação para atingi-la.

A ação é executada segundo a nova diretriz e é feita a verificação da efetividade, ou seja, você observa se aquela meta foi alcançada.

Se os objetivos foram alcançados, esta nova sistemática de ação é padronizada.

Em caso de não atendimento da meta, volta-se a etapa inicial e um novo método deve ser planejado, um novo plano de ação deve ser elaborado.

A construção de uma política de solução de problemas e de otimização de processos é essencial para o sucesso de sua empresa.

E o PDCA é A TÉCNICA para o desenvolvimento dessa política de melhorias. Você detecta problemas de sua operação e consegue solucioná-los.Tudo isso com planejamento e análise!

É união equilibrada dos pontos essenciais que “martelamos” na sua cabeça.

Mas, você precisa desses pontos!

SÓ ELES TE TRARÃO SUCESSO!

A ideia que quero te trazer com o PDCA e todas as estruturações de planejamento e ação é:

VOCÊ PRECISA PREGAR EM SUA EMPRESA UMA POLÍTICA DE MELHORIA CONTÍNUA!

E essa política precisa se basear em dados. Em todos os dados possíveis!

Não execute sem planejar e não planeje sem executar!

entenda os dados, os números da sua empresa. Só assim você conseguirá se guiar ao sucesso.

Se você não entende seus números, sua gestão está indo ao caminho do fracasso

Esteja munido dos melhores especialistas para que esses números façam sentido!

E se você não entende seus números, procure quem pode te ajudar!

E a Empresa Contábil que vos envia este post possui essa expertise!

Abuse e use dela!

Um forte abraço!

Você tem medo de fazer?

Se lembra que nas últimas semanas eu te trouxe conteúdos voltados para uma gestão por indicadores, uma gestão de planejamentos e para o desenvolvimentos de estratégias táticas?

Hoje, quero trazer um ponto diferente e tão importante (quiçá mais importante) quanto o ato de planejar:

A EXECUÇÃO!

Um substantivo de conceito simples que transforma-se em ação!

Execução:

substantivo feminino

  1. ato ou efeito de executar, de passar do projeto ao ato; realização.
    “a e. da obra exigiu grande esforço”

  1. habilidade, competência ou energia de realizar algo.
    “o novo chefe é homem de e.”

O planejar é muito importante, ele nos direciona, nos guia, nos faz anular riscos.

MAS, só o executar faz com que as coisas aconteçam!

De nada adianta planejar, criar projetos e soluções, sem ação.

Pense em quantas ideias foram ao lixo, quantas empresas faliram, sem ao menos terem

sido colocadas em prática.

Não existe crescimento, não existe alto desempenho e sucesso sem execução!

Existe uma frase, clichê, mas muito valiosa:

O segredo para o sucesso é o simples ato de fazer!

É preciso que você coloque ações em prática, que você deposite algo no mundo!

Pessoas (em especial clientes) não valorizam o planejamento. Eles querem o ato! A execução!

E você precisa dar o que seus clientes querem!

O planejamento e as especificações técnicas não farão seu produto ser vendido. Eles, obviamente, são parte do processo de vender, mas AGIR é o responsável pelo fechamento da venda.

Seja um pouco menos crítico com o que você produz. E faça mais!

Gosto de tomar como exemplo a produção de conteúdos (área na qual sou especialista). A produção precisa ter o foco no público alvo.

Muitas pessoas sentem vontade de criar um canal no Youtube, um blog, um podcast, mas temem não produzir o conteúdo perfeito.

Isso não importa!

Você perder 12 horas produzindo o vídeo perfeito, com a melhor edição, NÃO VAI gerar valor!

Primeiro você precisa de consistência e só assim você consegue uma audiência.

O mesmo serve para qualquer projeto, seja qual for seu segmento de mercado.

Você precisa ATUAR para se tornar bom!

Planejamento em excesso só vai atrasar sua execução!

Você precisa se planejarpensar no seu cliente, É CLARO! Mas, você não pode perder tempo demais com esse ponto.

É preciso tirar do papel! Levantar da cadeira e fazer acontecer.

Aprenda a agir e se replanejar! Isso faz parte do processo também.

O replanejamento e a criação de novas estratégias também são parte da execução.

O que não pode fazer parte do processo é a procrastinação e o medo do ACONTECER!

A dica e a conclusão que quero que você tenha com esse artigo é: FEITO É MELHOR QUE PERFEITO!

Pois então, FAÇA! E transforme seus processos em verdades e sucesso!

Não perca mais tempo!

Para que possamos concluir o pensamento de planejar e agir, na semana que vem trarei um método iterativo de gestão para que você não se perca no acontecer e no planejar.

Você aprenderá como controlar e melhorar continuamente seus processos e produtos.

Comece a fazer!

Até lá!

O que você faria se tivesse 1 bilhão na conta?

Nas semanas anteriores te trouxe alguns dos indicadores essenciais para a gestão da sua empresa. Aqueles números que você não pode deixar de analisar, os números que guiam seu sucesso e guiam o desenvolvimento de seus planos de ação. 

E hoje, quero reforçar a necessidade de se guiar por números. 

Precisamos entender muito bem a importância dos dados para o desenvolvimento do nosso sucesso.   

É preciso ser Data Driven:

Uma empresa Data Driven é guiada por númerosorganiza seus processos métricas com base em dados reaisfugindo assim de decisões embasadas em intuição, instinto, exemplos passados, achismos. 

Esse é um dos pontos mais importantes da cultura da Nucont. E tenho uma gratidão imensa por ter inserido em meu Mindset. 

Assim como dissemos em todos nossos artigos anteriores, o achismo só vai te levar ao fracasso!

É PRECISO GUIAR TODO SEU CAMINHO POR NÚMEROS!

Você precisa ter certeza de que suas escolhas são as melhores. E você só terá essa certeza se planejar a partir de uma visão data driven.

Com esse pensamento conseguimos tirar um conclusão que muda toda gestão de crescimento : O caminho do 0 ao 1 é diferente do caminho do 1 ao 5.

O que isso quer dizer?

Numa empresa em crescimento, precisamos ter clareza das diferentes jornadas. E devemos entender que os caminhos mudam, os números mudam. 

Por exemplo: 

A partir do momento que sua empresa com dois únicos funcionários e 5 clientes passa a ter dez colaboradores e 40 clientes, TUDO MUDA! 

Você não pode ter a mesma mentalidade, você não pode ter as mesmas metas.

Não adianta, não vai dar certo!  

Além de uma empresa maior exigir um comprometimento e uma maturidade diferentes, ela exige uma análise de dados de forma diferente e mais profissional.

Um empreendedor não pode ser amador.  

Pessoas dependem do seu sucesso!

Sua empresa transita e suas ações precisam transitar.

As metas precisam ser mudadas! 

Você precisa saber qual caminho seguir! E precisa saber que o caminho mudará.

E a única forma de estipular metas, e de guiar suas decisões, é ANALISANDO DADOS!

É preciso auditar sua vida! 

Eu tenho certeza de que o entendimento da sua jornada e a clareza dos números te trará (além do sucesso) uma gratidão absurda.

Conhecer o caminho, passar pelo caminho e medir o caminho é muito mais gratificante do que só chegar!

Se eu te oferecesse a oportunidade de ter uma empresa com 10 mil funcionários, 1 bilhão de reais na conta e 100 anos de idade nas costas, você aceitaria? 

Provavelmente não!

O caminho importa!  

Pessoas valorizam a jornada!

Pessoas querem viver os momentos e aprender com eles!

Mas, as pessoas se confundem na execução ao longo da vida.

E, por já saber disso, você não correrá o mesmo risco!

Você valorizará a jornada e guiará seus passos por informações e números!

Eu sei como é complicado se guiar por dados.

Não disse que seria fácil. 

E é por isso que estamos a seu lado!

A Connect Contábil se preocupa com você! 

E, a mesma, tem toda a expertise para te guiar e guiar suas decisões interpretando números!

Não perca mais tempo! 

Os 100 anos chegarão, mas você terá lembranças de que percorreu o caminho certo! 

Sua forma de gestão está errada?

Você está gerindo sua empresa de forma estratégica?

Espero que após nossos dois últimos contatos você tenha passado a prestar atenção em dados importantes, caso ainda não o fizesse!

Lembra que falamos de indicadores importantes para uma gestão assertiva da sua empresa? No último contato trouxemos alguns indicadores intermediários, que foram: o Markup, as Liquidezes Imediata e Corrente, e os Prazos Médios, essenciais para se tornar mais competitivo no mercado quanto ao seu preço e a seus prazos!

Dessa vez falaremos de indicadores avançados, que podem trazer uma análise da saúde financeira da sua empresa e se você está gerenciando os seus recursos de maneira efetiva!

Mesmo empresas que têm sua operação lucrativa podem falir, caso não façam um gerenciamento adequado dos seus recursos! Por isso é necessário estar atento à saúde da sua empresa.

Sendo assim, falaremos de indicadores essenciais nessa análise: o Ciclo Financeiro e Ciclo Operacional; o Capital de Giro e a Necessidade de Capital de Giro; e o EBITDA. Vamos entender o que cada um significa?

1- Ciclo Operacional e Ciclo Financeiro

Lembra-se dos Prazos Médios da última conversa? Os Prazos Médios de pagamento, estocagem e recebimento? Então, são eles que vão influenciar no intervalo, em dias, dos Ciclos Financeiro e Operacional.

  • O Ciclo Operacional (CO) irá englobar todos os acontecimentos da organização. Tendo início com a compra da matéria-prima, passando pela produção, estocagem dos produtos acabados, vendas desses produtos e finaliza com o recebimento referente às vendas realizadas. Compreendendo, então, o período (em média) entre a compra de insumos para as operações e as entradas de caixa.

Ciclo Operacional = Prazo Médio de Estocagem + Prazo Médio de Recebimento

Uma boa gestão do estoque é essencial para garantir um CO mais curto. Uma empresa saudável busca que seu estoque seja baixo, para que haja o giro do estoque mais vezes ao ano. Um alto estoque, além de fazer com que não haja circulação de dinheiro, gera altas despesas para a empresa, com aluguel para armazenagem, contas, funcionários para organização, etc..

Sendo assim, um CO baixo indica que a empresa tem maior giro de estoque, e tem uma boa negociação do prazo médio de recebimento com seus clientes. Garantindo que seus clientes paguem com menor prazo, de forma que o dinheiro retorne para a empresa mais rápido.

  • O Ciclo Financeiro (CF) também pode ser chamado de ciclo de caixa, ele é o período compreendido entre o pagamento do seu fornecedor, até o recebimento do seu cliente, referente à venda do produto ou serviço.

Você já se deparou com a situação de precisar atrasar as contas a pagar com seus fornecedores, porque seu caixa estava comprometido? Já precisou usar o cartão de crédito pois não tinha saldo em caixa? Isso pode ter acontecido porque você não está gerenciando seus prazos e ciclos. E esse é o maior motivo das empresas quebrarem, não conseguem financiar sua operação.  

Quanto maior for o CF da sua empresa, pior para a saúde do seu negócio. Isso indica que você não consegue negociar bons prazos com seus fornecedores (prazos baixos de pagamento), e com seus clientes (altos prazos de recebimento), e não tem um bom prazo médio de estocagem (mais alto). Com um CF alto, maior a demora para a volta do dinheiro para sua empresa.

Quando o CF é negativo, significa que o PMP é maior que a soma do PME com o PMR, ou seja você tem mais prazo para pagar os seus fornecedores do que o intervalo até receber de seus clientes, situação excelente em que os clientes estão financiando a sua operação, logo você não precisa de capital para fazer a operação acontecer.

Ciclo Financeiro = Prazo Médio de Estocagem + Prazo Médio de Recebimento – Prazo Médio de Pagamento  

Um bom controle dos ciclos Operacional e Financeiro garante que a empresa esteja sempre otimizando sua operação e ciclo financeiro. O ajuste deles faz com que essa empresa tenha um bom gerenciamento do Capital de Giro, que vamos ver a seguir.

2- Capital de Giro e Necessidade de Capital de Giro

  • A Necessidade de Capital de Giro são os recursos mínimos (ativo operacional) que a empresa necessita para garantir que sua operação (compra, produção e venda de produtos ou serviços) se mantenha funcionando.

Ela é diretamente influenciada pelo Ciclo Financeiro, quanto maior o CF, mais essa empresa terá necessidade de recursos para financiar a sua operação no intervalo entre pagar os seus fornecedores e receber de seus clientes, sendo assim, maior será a Necessidade de Capital de Giro.

As variáveis que influenciam no seu cálculo são:

  • Ativo Circulante Operacional: são os direitos da empresa vindos da operação (clientes, estoque, adiantamentos a fornecedores, ICMS a recuperar, etc.)

  • Passivo Circulante Operacional: são as obrigações da empresa relacionados à operação (salários a pagar, pagamento de fornecedores, ICMS a recolher, etc.)

Necessidade de Capital de Giro = Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante Operacional

A Necessidade de Capital de Giro positiva indica que a empresa necessita de Capital de Giro para financiar a operação. Já seu resultado negativo diz que o seu passivo operacional está financiando a operação, por exemplo, os fornecedores podem fazer esse papel quando o PMP é maior que a soma do PME com o PMR. Uma análise mais profunda é feita comparando com o Capital de Giro disponível e o Saldo de Tesouraria dessa empresa.

  • O Capital de Giro é o que a empresa tem disponível para investir na continuidade do funcionamento da sua empresa. São os recursos para manter estoques, para pagamento aos fornecedores, pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais. Quanto maior for o capital de giro, significa que mais fontes de recursos estão disponíveis para a empresa financiar sua operação.

As variáveis necessárias para o cálculo do Capital de Giro são:

  • Passivo Não Circulante: contas a pagar no longo prazo

  • Patrimônio Líquido: valor contábil pertencente aos acionistas ou quotistas

  • Lucro Líquido: é o rendimento da empresa, após o pagamento dos custos e despesas

  • Ativo Não Circulante: bens e direitos de uma empresa que não podem ser convertidos em capital no curto prazo

Capital de Giro = (Passivo Não Circulante + Patrimônio Líquido) + Lucro Líquido – Ativo Não Circulante

Quanto maior o Capital de Giro mais fontes de recursos estão disponíveis para a empresa financiar sua operação. No entanto, o Capital de Giro pode ser negativo. Nesse caso as aplicações permanentes são maiores do que as fontes permanentes, significando que a empresa financia parte de seu ativo não circulante com fundos de curto prazo.

A Necessidade de Capital de Giro e o Capital de giro vão definir o Saldo de Tesouraria da empresa. O saldo de tesouraria tem um comportamento definido pelo resultado do confronto entre o Capital de Giro e a Necessidade de Capital de Giro.

Saldo de Tesouraria = Capital de Giro – Necessidade de Capital de Giro

Caso o Saldo de Tesouraria seja positivo, deduz-se que a organização possui folga financeira. O Saldo de Tesouraria será negativo quando o Capital de Giro for insuficiente para financiar a Necessidade de Capital de Giro, sendo necessário que a empresa lance mão de empréstimos, investimentos, etc. para financiar o restante da operação.  

O controle desses três indicadores é importantíssimo para a empresa, pois representam um retrato dela em dado momento e ajudam a entender o resultado de estratégias tomadas. Podem indicar, por exemplo, uma situação de Insolvência Financeira que a empresa pode estar passando, num momento em que o Capital de Giro está negativo e a Necessidade de Capital de Giro positiva. Isso pode acontecer caso a empresa aproveite uma oportunidade de fazer uma compra elevada com seus fornecedores, por um preço reduzido, e acaba gerando um estoque muito elevado, mais do que o necessário e sem estudo prévio de suas vendas. Tal compra vai acarretar um estoque muito alto e com baixo giro durante o ano. Os prazos médios de pagamento e recebimento se mantêm, e ela acaba tendo um Ciclo Financeiro muito elevado, fazendo com que o seu Capital de Giro não acompanhe o aumento da Necessidade de Capital de Giro, se tornando insuficiente para o financiamento da operação.

3- EBITDA

O EBITDA é um indicador financeiro que significa lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Ele é importante pois é capaz de analisar o desempenho da organização sem influências externas, pois indica quanto a empresa gera de lucro (ou prejuízo) apenas em suas atividades operacionais, sem considerar os efeitos financeiros e de pagamento de tributos.

Esse indicador auxilia a descobrir o potencial de geração de lucro e determinar a evolução da produtividade e da eficiência ao longo do tempo. Sendo assim, ele irá mensurar a saúde financeira da empresa, levando em conta o que a empresa consegue gerar de receita, sem levar os efeitos citados anteriormente. A utilização do EBITDA ganha importância, porque analisar apenas o resultado final da empresa (lucro ou prejuízo) muitas vezes tem sido insuficiente para avaliar seu real desempenho em um dado período.

Ele é calculado da seguinte forma:

EBITDA = Lucro Líquido – Impostos – Despesas Financeiras – Receitas Financeiras – Depreciação – Amortização

Caso o EBITDA seja negativo a empresa não está conseguindo gerar recursos através das suas atividades operacionais, então tecnicamente não é viável essa empresa continuar colocando dinheiro no negócio, pois ela não terá retorno. Um EBITDA positivo significa que a empresa consegue fazer com que as atividades operacionais gerem recursos futuros.

O EBITDA pode ser utilizado     como uma forma de mostrar para investidores que a eficiência ou a produtividade da sua empresa vem crescendo de um ano para o outro, analisando a variação de um ano para o outro, sendo um dos indicadores mais importantes na análise de créditos das empresas. A eficiência também pode ser utilizada para fazer uma comparação entre empresas do mesmo ramo no mercado.

Por isso é importante que o empresário esteja atento à esse indicador, com o intuito de garantir uma boa representatividade da sua empresa no mercado. Também para analisar se o investimento em seu negócio está gerando retorno.

Conclusão:

Acabamos de ver uma série de indicadores essenciais para a tomada de decisões em sua empresa. Significa que a partir de agora você irá gerir sua empresa de forma eficiente, certo?

Uma boa análise e gestão através dos indicadores que acabamos de ver vão ajudar que a sua empresa se mantenha saudável e longe de doenças que podem a levar à falência!

Tem alguma dificuldade em analisá-los sozinho?

Essa mesma contabilidade que te escreve está preparada para guiar na gestão desses indicadores e da sua empresa!

Não deixe de nos usar como auxílio na tomada de decisões estratégicas.

Esteja atento a cada movimentação de sua empresa e tenha a seu lado os melhores profissionais!

Esses números interferem no seu sucesso!

Gostou do nosso post da semana passada? 
Trouxe para você três indicadores muito importantes aos quais você deve se atentar ao tomar decisões na sua empresa: a Lucratividade, a Margem De Contribuição e o Ponto de Equilíbrio. Esses são os indicadores básicos para se preocupar, tomando decisões mais assertivas e com base em dados.

Chega de tomar decisões guiadas pelo achismo e sem ter certeza de que essa deve ser a melhor para a empresa.

Não tenha prejuízos! Vamos entender como gerenciar sua empresa com base no que os números estão te dizendo.

Continuaremos hoje com os indicadores intermediários, que todo empresário deve ter conhecimento, para a boa gestão da sua empresa!

Aqui vão alguns indicadores importantíssimos para a tomada de decisão! São eles: o Markup, a Liquidez Imediata e a Liquidez Corrente, e os Prazos Médios, continue comigo para entender a importância de cada um.

1- Markup

Você já teve o desafio de calcular ou revisar o preço do custo do produto que sua empresa comercializa ou serviço que presta?

Markup é um índice multiplicador do custo/serviço de um produto para a obtenção do preço de venda. 

As variáveis que influenciam no cálculo do Markup são:

  • % Impostos: são os tributos incidentes sobre as vendas pagos pela empresa, em forma de porcentagem, que é quanto esses impostos representam na receita
  • % Despesas: são valores investidos nas estruturas comercial e administrativa do seu negócio, em forma de porcentagem, que é quanto essas despesas representam na receita
  • % Lucro desejado: é o quanto você pretende ter de lucro líquido, ou seja, depois que recebeu tudo e pagou todas as contas, quanto, em %, você deseja que gere de lucro.

Markup =                                                  1

                 —————————————————————————————–

[1 – (%impostos + %despesas + %Lucro desejado)]
                          

É importante destacar que o Markup pode ser calculado para cada produto individualmente, ou para todos os produtos.

Fazendo o cálculo do Markup garantimos que: o preço final do produto cobre todos os custos; e que ele é capaz de gerar uma margem de lucro esperada. Com essa informação sua empresa é capaz de tornar o seu produto mais competitivo, fazendo uma comparação com os preços do mercado, e ajustando de forma que ela tenha uma margem de lucro esperada, mantendo o preço competitivo.

2- Liquidez Imediata e Liquidez Corrente

Os indicadores de liquidez são importantes para o gestor averiguar o crédito de uma empresa, ou seja, avaliam a capacidade monetária de pagamento da empresa frente a suas obrigações. Existem vários tipos de liquidez, aqui vamos apresentar duas muito importantes para a gestão do caixa da empresa.

Uma empresa possui liquidez alta quando o seu fluxo de caixa é bem administrado para cumprir com os pagamentos.

O indicador da Liquidez Imediata vai medir a capacidade da empresa de cumprir com obrigações de curto prazo, utilizando apenas o seu capital disponível. Ou seja, a capacidade da empresa de pagar suas contas do dia a dia, utilizando o capital de liquidez imediata.

Liquidez Imediata =     Caixa e Equivalente de Caixa

                                    ——————————————-

                                                Passivo Circulante 

Sendo as variáveis:

  • Caixa e equivalente de caixa: tudo o que a empresa tem disponível em caixa, bancos e investimentos de liquidez imediata
  • Passivo circulante: contas a pagar no curto prazo, dentro de um ano

Já o indicador da Liquidez Corrente mede a capacidade da empresa de honrar com suas obrigações no curto prazo, ou seja, considerando todas as contas que essa empresa tem a pagar  e a receber no curto prazo

Tendo como base:

  • Ativo circulante: bens e direitos que podem ser convertidos em dinheiro no curto prazo.
  • Passivo circulante: contas a pagar no curto prazo, normalmente dentro de um ano

Liquidez Corrente =            Ativo Circulante

                                 ——————————————-

                                               Passivo Circulante 

Uma interpretação suuuper básica que temos para esses resultados é a seguinte:

  • Resultado > 1: bom grau de liquidez;
  • Resultado = 1: recursos se igualam ao valor dos pagamentos;
  • Resultado < 1: baixo grau de liquidez.

Olhar apenas para essa regra básica da liquidez pode lhe trazer uma visão míope da situação, para tomar decisões assertivas é necessário analisar vários indicadores em conjunto. Uma Liquidez Corrente de 3 por exemplo, analisando essa regra de bolso parece bom, mas pode ser que seu ativo esteja muito grande, sendo mal aproveitado e prejudicando o ROA (Retorno Sobre o Ativo), mostrando que seus ativos são ineficientes.

3- Prazos médios de Pagamento, Estocagem e Recebimento

Os prazos médios trazem uma análise dos prazos: para o pagamento de fornecedores; de estocagem; e recebimento de clientes.

Prazo Médio de Pagamento (PMP) é o tempo médio (em dias) entre a data da compra e o pagamento efetivo ao fornecedor, sendo determinado entre a empresa e seu fornecedor.

Quanto maior for o PMP, melhor para o caixa da empresa, pois ela terá mais prazo para pagar seus fornecedores. Ter um prazo maior para pagar o fornecedor é importante devido à relação do dinheiro no tempo, com o passar do tempo o dinheiro se desvaloriza a para a empresa vale mais a pena pagar suas contas no futuro.

PMP  =                         

                                        Fornecedores

                   ( —————————————————— ) x 30 x N

                                          Compras

N = Número do mês (ex: Janeiro = 1; Julho = 7)
O controle do prazo médio de pagamento é importante para a gestão da empresa para que ela possa se preparar para fazer o pagamento dentro dos prazos.

Prazo Médio de Estocagem (PME) se resume em quanto tempo o estoque permanece na empresa. Ou seja, exibe o intervalo, em dias, que a organização leva para ser capaz de comercializar os itens que ainda estão em estoque. Esse indicador é de extrema importância, porque através dele é possível tomar decisões mais eficazes em relação à gestão de estoques e das operações de logística.

PME  =                            Estoque

                 ( —————————————————— ) x 30 x N

                          Custo da Mercadoria Vendida

N = Número do mês (ex: Janeiro = 1; Julho = 7)  

Um PME alto significa que o estoque demora a girar e a empresa precisará financiar este custo do produto parado em estoque.

Já o Prazo Médio de Recebimento (PMR) é o tempo que a empresa demora a receber suas vendas. O PMR baixo indica que ela dá menos prazo para que os seus clientes a paguem, sendo positivo para o caixa, pensando que o dinheiro hoje vale mais do que amanhã, ou seja, ela dá menos tempo para que aquele recebimento se desvalorize além de preferir o caixa no presente para fomentar a operação.

PMR  =                                    Clientes

                  ( ——————————————————————– ) x 30 x N

                   (Receita Bruta – Cancelamentos e Devoluções)

N = Número do mês (ex: Janeiro = 1; Julho = 7)  

É claro que oferecer prazos para seus clientes se torna um atrativo para vender mais, no entanto o prazo de recebimento impacta no fluxo de caixa e na gestão financeira da empresa. Portanto é necessário conhecer o seu Prazo Médio de recebimento e negociar com o seu cliente de forma a não prejudicar seu Fluxo de Caixa.

Fique ligado no e-mail da semana que vem, vamos falar sobre como esses prazos médios se relacionam e o quanto essa análise pode ser valiosa para um bom Fluxo De Caixa da sua empresa.

Conclusão:

Perceba o quanto essas informações são importantes para manter a saúde da sua empresa. Ter o controle de cada uma delas é uma forma de se tornar mais competitivo no mercado quanto ao seu preço e a seus prazos!

Você não conhecia esses indicadores? Tinha dificuldade de analisá-los? 

O especialista que pode te ajudar nessa gestão está mais próximo do que você imaginava! A empresa de contabilidade que vos fala está capacitada para fazer essas análises e ajudar na tomada de decisões de maneira assertiva.

Entre em contato para que façam essas análises juntos!

Ahh, e não perca o próximo post! Continuaremos essa trilha com os indicadores AVANÇADOS para sua gestão.