Seu funcionário pararia de trabalhar para você?

Como vão as coisas?

Estamos em clima de motivação. Durante as últimas semanas trouxemos algumas dicas e formas de motivação, para que assim o motor de sua empresa trabalhe à todo vapor.

E para que você entenda concretamente te trarei um indagação, a mesma que trouxe a minha equipe!

Recompensas financeiras são a única forma de motivar?

Eu lancei para minha equipe de conteúdo da Nucont a seguinte pergunta:

Se eu aumentar o salário de todo mundo aqui para R$ 8 mil, vocês se sentirão mais motivados?

A resposta, óbvio, foi um coletivo e alto SIIIIIMMMMM!

E aí eu perguntei novamente:

Se eu disser que vocês terão o salário de R$ 8 mil e que podem escolher ficar em casa, fazendo o que quiserem, o que vocês vão preferir: ficar em casa ou vir pro trabalho?

É… nessa hora o pessoal ficou meio desconfiado. Uma lá do canto respondeu: “Prefiro ficar em casa!

Claro, ela prefere ficar em casa. O resto que não respondeu também prefere ficar em casa. Sabe por que? Porque o trabalho, para eles, não era motivador. O trabalho é algo chato e cansativo. Todo dia é quase sempre a mesma coisa. Então é muito melhor ficar em casa assistindo TV e mexendo no Face.

Agora senta que lá vem a conclusão:

Sabe o que tem que motivar uma pessoa, de verdade? É O TRABALHO.

O trabalho tem que ser desafiador, tem que sair da rotina, tem que ser melhor, diferente, empolgante! E sabe qual é a única pessoa capaz de transformar seu trabalho em algo tão especial assim?

VOCÊ MESMO! Você, como gestor, como líder, como “administrador” de pessoas!

Deixa eu trazer um outro exemplo, bem concreto por sinal.

Você conhece o “Candle Problem”?

Traduzido para o sentido literal, o problema da vela, é um famoso experimento criado em 1945 pelo psicólogo Karl Dunker.

Na figura temos uma mesa, uma vela, uma caixa de tachinha, uma caixa de fósforos e a parede. O desafio é prender a vela na parede para que a cera não pingue na mesa.

A solução é muito simples e serve para ilustrar, entre outras coisas, como pequenos detalhes são significativos e determinantes para induzir o usuário ao erro ou acerto “manipulando” sua percepção visual. Basta esvaziar a caixinha com as tachinhas, fixá-la a parede e assim posicionar a vela.

Bom, mas o que isso tem a ver com o fato de recompensas e motivação?

Calmaa, vou explicar!

Sam Glucksberg, professor canadense no Departamento de Psicologia da Universidade de Princeton, fez um experimento com o problema da vela.

Glucksberg fez uma pequena modificação nas condições do experimento, oferecendo a um grupo uma recompensa para os primeiros que resolvessem o problema. A um outro grupo nada era oferecido, apenas os tempos de cada participante eram anotados. Você imagina o que aconteceu?

Contrariando o senso comum  (e tudo que pregam nas empresas) o grupo que não recebeu nenhum incentivo encontrou a solução (esvaziar a caixa de tachinhas e pregá-la na parede para servir como suporte para a vela), em média, três minutos e meio mais rápido do que o que ganharia uma recompensa.

Bizarro né?

Mas mais estranho ainda foi a segunda parte do experimento. Desta vez os dois grupos recebiam os mesmos materiais, porém com uma sutil diferença: as tachinhas já estavam fora da caixa. Nesta variação, o grupo que seria premiado realizou a tarefa muito mais rápido do que seu concorrente.Qual seria a explicação disso?

Para Glucksberg, como no segundo experimento, a resposta era obvia, como só havia um caminho, um foco para a solução, o dinheiro funcionou como um ótimo meio motivador. A conclusão é que o dinheiro age como item de motivação para tarefas mais fáceis e que não exigem um esforço criativo.

Quando precisamos de uma solução mais engenhosidade e criativa, o foco financeiro atrapalhava.

O experimento de Glucksberg explicita contradições em um modelo de gestão já fixo na maioria das empresas que conhecemos: aquele que diz que incentivos e recompensas melhoram a performance das pessoas.

O dinheiro não move! Não move tarefas que exigem pensamento estratégico.

As recompensas podem funcionar bem para atividades corriqueiras, onde não há muito o que pensar ou criar.

Mas como você estimula um funcionário a ser inovador? De que forma se inspira a encontrar soluções criativas?

Lembra da semana passada? Eu te trouxe a missão de encontrar seu propósito. Agora é hora de transmitir e fazer com que seus funcionários se guiem por esse propósito!

Não basta só guardar para si! Você precisa agendar uma reunião, um papo, PARA ONTEM!

Crie e desenvolva esse como o principal item da cultura da sua empresa!

Para facilitar essa transmissão eu tenho uma dica. Reduza essa ideia a uma frase, no máximo a um parágrafo!

Por exemplo, a “Me Salva” tem como propósito ser a melhor amiga dos estudantes. E eles irão com foco mudar a vida de cada estudante/cliente.

Você precisa de ter essa mesma garra, esse mesmo foco!

É preciso inspirar as pessoas para que possam se esforçar mais, superar seus limites e entregar acima do esperado, ligando a seu propósito.

não basta só apresentar seu propósito, você precisa ligar o seu propósito ao propósito de seu funcionário.

Só quando seu funcionário enxerga um caminho e liga esse caminho construção de vida que ele havia preparado, ele consegue cumprir tarefas com inovação e criatividade.

Ao realizar um trabalho, por mais simples que possa parecer, a pessoa precisa saber que aquilo é parte de algo maior e, por isso, mais importante.

E é exatamente essa ideia que quero transmitir! Precisamos de um propósito, precisamos de acreditar.

E você é essa motivaçãoseu propósito e o propósito de sua empresa precisam ser claros e precisam ser transmitidos!

Pense nisso! Semana que vem finalizaremos juntos a construção da motivação de cada funcionário.

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